São sempre, não é? Diferentes. Melhores ou piores, só o buril do tempo o dirá.
E a mudança é unicamente essa, os dias trocam os donos dos ouvidos que percebem essas palavras. E não fosse esse pormenor, há muito que a conversa se teria alterado. Provavelmente.
Ou já não haveria ninguém para ouvir.
E não há.
Ninguém fica.
Já quase todos perceberam.
Há histórias assim. Repetidas, dobradas, recalcadas, como se fossem novas, como se fossem outras, como se houvesse esperança. Não há. É um círculo perfeito, o fluir destas histórias. Porque na realidade há muito que perderam o Norte. E não há bússolas que valham, enquanto as letras criarem sons de sentires condenados a falhar. Mais cedo ou mais tarde.
E esta é a minha sentença em causa alheia. É sempre com uma lucidez quase doentia que vemos a vida dos outros. As ideias que temos na cabeça são assim, límpidas, podemos sempre dizer: “tem juízo”. Mas há certas coisas que nunca fazem sentido. Ou será que há certas pessoas que jamais farão sentido?
R.
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