sexta-feira, abril 23

Devaneios de uma Sexta-feira

Dias azuis, verdes e amarelos
É isso que eu quero
Sair por ai, conhecer pessoas interessantes
Me encantar, me iludir, me viver
Nesses dias de chuva e frio
Além da fome, bate também a carência
Falta de abraço, falta de risada, falta de um cheirinho
Porém sinto ainda mais falta de mim
De ver meus pés no palco, meus cabelos ao vento
É bom dormir até tarde
Mas da saudade de ver o Sol nascendo de manhã
Já não sinto mais tanto sono
Muito menos vontade de dormir
Minha vontade agora é de partir daqui
Caminhar na areia de uma bela praia e depois lançar meu corpo ao mar
Gosta da idéia do meu corpo sendo carregado por ondas
Vejo a cena, e lá estou eu, dançando e cantando na imensidão
Deve ser bom poder ser seu sem se preocupar com o que alguém possa esperar de você
Não que eu me preocupe, mas pra mim é difícil exercer o egoísmo
Há pessoas que se preocupam, ou que pelo menos deveriam de preocupar pela ordem dos fatos
A idéia de decepcionar essas pessoas não me agrada
Assim como a idéia de abdicar dos meus conceitos
Espera, o assunto não era esse, era da beleza
A beleza da liberdade, do sonho
Doces sonhos tem esta criança
Com sorvetes, pirulitos, castelos e montanos
Há também as fadas e os duendes
Sempre quis conhecê-los, talvez os conheça e não sei
E se eu for um anjo?!
É uma possibilidade que não posso descartar
Porém se eu for levar em consideração a minha teoria da humanidade e tudo mais
Todos nós somos anjos
Quem seria este nós??
Não sei ao certo, mas sei que o tempo já me apresentou vários deles
E tem também os nós, nós de cadarço, embaraço, qualquer tipo de nó
Podem ser os que dão nos meus cabelos ou os que dão no coração
Isso não importa muito, o que realmente importa é fortalece-los ou desatá-los
Tudo vai depender do valor que tem
Odeio a idéia de valor, dinheiro, esse tipo de coisa
Tudo tem, ou pelo menos deveria ter sua significancia
É algo que faz sentido, afinal as pessoas pagam pelas coisas
Outra idéia da qual num gosto
Sou a favor das trocas, sem juros ou correção
Nem sei ao certo porque estou dizendo tudo isso
Acho que queria dizer que estou com frio
Meus pés e minhas mãos estão sempre tão gelados
Minhas meias e cobertas não fazem efeito sobre eles
Meu rosto também anda pálido
No entanto eu gosto da imagem que aparece no espelho
Afinal, eu sempre me protegi do Sol apesar de adorar o verão
Por esses dias tenho me imaginado nessas cenas de filme
Talvez seja a influência que o cinema anda tomando em minha vida
Não pelas histórias, mas por sua história em si
Eu gosto de histórias
Em quadrinhos, da arte, até mesmo as de terror
Tenho andado meio aterrorizada, paranóica
Pode ser que eu tenha uma tendência a síndrome do pânico
Espero que não, sempre tive medo de síndromes
Já estou surtando com essa garganta estranha há semanas
Falando nela, estou viciada em café
Ok., eu sempre fui viciada em café, mas agora é diferente
A falta do que fazer, mesmo eu tendo coisas pra fazer, faz com que eu precise dele
Mas a necessidade não é tão grande porque eu não tenho feito, sempre espero meu Pai fazer
Enfim, está frio né?!
Eu estou com saudades do calor
Calor de uma corpo, de uma boca, do Sol
Das noites estreladas com a Lua imensa
Enfim, acho que vou comer um chocolate e tomar café
Que bosta, desse jeito vou engordar tudo que emagreci
Vou ler, ver um filme ou até mesmo ficar por aqui
Noite boa essa
Pijaminha verde, unhas vermelhas, cabelos presos
Quem sabe um mamá mais tarde com um sanduíche-íche-íche
Poderia tirar umas fotos se minha máquina num estivesse quebrada
E por ai vai esse dia, ou melhor, noite

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