sexta-feira, fevereiro 19

Águas


Talvez viver sem sentido. Talvez um sufoco amargo. Talvez uma música clássica. Talvez um rock-metal. Talvez taças de vodca. Talvez uma poesia sem fim. Talvez uma sonolência insuportável. Talvez uma pessoa neutra. Talvez uma pessoa arrependida. Talvez excesso de loucura. Talvez três meses em conflito. Talvez uma pessoa drogada. Talvez a ausência de um companheirismo. Talvez a loucura da solidão. Talvez fortes dores no coração. Talvez viagens sem destino. Talvez um forró universitário. Talvez muita maconha. Talvez um relaxo aqui, ali. Talvez um anseio em segredo. Talvez a desconfiança. Talvez a falta da criatividade. Talvez pernas grossas demais. Talvez tecnologia em atraso. Talvez faltastes ao trabalho. Talvez adoecesse. Talvez a frieza. Talvez a moda. Talvez gostasse de sorvete. Talvez fosse enjoada. Talvez fosse repugnante e mulambenta. Talvez vaidade demais. Talvez chorastes de tanta dor. Talvez homossexualidade com sexo. Talvez doenças incuráveis. Talvez gostasse de pintar. Talvez gostasse de voar. Talvez gostasse de cebola. Talvez transasse demais. Talvez estivesse nos fins de seus dias. A solidão, o sexo, a droga, a bebida, a musica, o tormento. Talvez estivessem apenas começando com ela. Mas todos em sua volta sabiam que seus dias não iriam durar por muito tempo. Ela busca o certo com o errado. Ela humilhava quem não merecia. Ela sofreu e perdeu a fé. Ela se foi.
Regiane Alves

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